sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mais vale um diploma na mão do que um jornal voando

O jornalismo foi desregulamentado. Podemos fazer uma comparação com um fato da vida de Mário Quintana. O poeta, apesar de seus fantásticos poemas, jamais foi aceito na Academia Brasileira de Letras. João Chagas Leite, em honra a Quintana, canta: “[...] a academia é só mania de quem tem plata”. Agora, parece que a mania dos que têm plata é perseguir os jornalistas. Para isso, foi dito que qualquer pessoa pode exercer a profissão, só é preciso ter o dom da escrita, ou seja, a academia é só mania de quem não tem talento.

A ABL perdeu a chance de ter o pássaro na mão. A conseqüência foi óbvia: a Ave Sonora voou, ficou marcada em nossa história e, com poesia, esculachou a Academia.

Ao contrário do ocorrido com o poeta gaúcho, o momento exige apoio à academia. As disciplinas teóricas, exigidas para a formação, dão ao acadêmico sua base intelectual, o que o difere dos outros “profissionais” da área. O diploma é essencial para um jornalista, para termos informação de qualidade. O estudo é a chave para que a imprensa não seja tomada por “jornaleiros”. Estamos sendo desvalorizados como foi Mário Quintana. Todavia, sabemos que todos estes que aí estão atravancando o nosso caminho, eles passarão, nós passarinho.

4 comentários:

Yuri Medeiros de Lima disse...

HAHAHAH boas intertextualidades !

Giuliana disse...

E assim como seus quintanares não precisaram da pompa da academia para ficarem eternos, devemos provar que podemos surpreender também, independente da regulamentação. :)

Felipe Martini disse...

E Galeano? E Ziraldo? E John Reed? Todos grandes jornalistas sem diploma.
Viva a liberdade de expressão!

Caciane Medeiros disse...

O senhor Gabriel Eduardo ainda escreve contos??!

att.,
advinha quem pergunta? ;)